Nos primeiros meses de vida o bebê pode apresentar uma preferência para olhar mais para um lado, mas sem dificuldade de olhar para o outro. Em muitos casos, isso é apenas uma fase de adaptação que vai se ajustando com as oportunidade de explorar os dois lados. Mas quando essa preferência é persistente e acompanhada de inclinação da cabeça e dificuldade de olhar para o outro lado, pode se tratar de torcicolo muscular congênito.
O torcicolo muscular congênito está geralmente relacionado a um encurtamento ou tensão do músculo esternocleidomastoideo. Estudos mostram que ele pode estar associado a fatores intrauterinos (posição no útero, gestação múltipla), parto mais difícil ou restrição de mobilidade cervical no início da vida.
O que os pais podem observar?
- • Bebê que mantém a cabeça inclinada para um lado
- • Dificuldade para girar o pescoço para o lado oposto
- • Preferência sempre pelo mesmo seio na amamentação
- • Início de assimetria na cabeça (achatamento de um lado)
Quanto mais cedo o torcicolo é identificado, melhor é o prognóstico. A diretriz da American Physical Therapy Association (2024) mostra que intervenções iniciadas nos primeiros meses têm taxas de resolução muito altas.
Onde entra a osteopatia pediátrica?
A osteopatia pediátrica trabalha com técnicas manuais suaves e específicas para:
- Melhorar a mobilidade cervical e corporal.
- Reduzir tensões musculares
- Favorecer simetria de movimento tanto cervical como de tronco e membros.
- Apoiar o desenvolvimento motor global
A abordagem é sempre integrada à orientação aos pais: posicionamento, estímulos para o lado menos usado e estratégias no dia a dia. A maioria dos casos evolui muito bem quando há diagnóstico precoce e acompanhamento adequado. O mais importante é não esperar “passar sozinho” quando a preferência existe.